Vacinas no SUS X Vacinas particulares, entenda a diferença.

Redação Olho na Saúde

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Quando o assunto é vacinação, muitas pessoas acreditam que manter a carteira de imunização atualizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é suficiente para garantir proteção contra todas as doenças preveníveis. Embora o programa nacional de imunização brasileiro seja considerado um dos mais completos do mundo, existem vacinas recomendadas por especialistas que ainda não estão disponíveis na rede pública ou que possuem versões mais abrangentes oferecidas apenas na rede privada.

Como é o caso de imunizantes como a vacina contra o meningococo B, a HPV nonavalente, a vacina contra herpes-zóster e algumas versões das vacinas pneumocócicas. Dependendo da faixa etária, histórico de saúde e fatores de risco, elas podem ajudar na proteção oferecida pelo calendário tradicional.

Segundo o infectologista  Bil Randerson Bassetti, cofundador da Nina Saúde, esses imunizantes podem complementar a proteção de crianças, adolescentes, adultos e idosos, contribuindo para a prevenção de doenças potencialmente graves e para a redução do risco de complicações. “Ter acesso a vacinação e manter o calendário vacinal em dia pelo SUS é importante. No entanto, existem imunizantes adicionais que podem ser recomendados de acordo com a idade, o histórico de saúde, as condições clínicas e os fatores de risco de cada pessoa. O mais importante é que essa avaliação seja feita de forma individualizada”, explica o especialista.

Veja abaixo algumas das vacinas listadas pelo infectologista que são importantes e que estão disponíveis na Nina Saúde, healthtech especializada em vacinação e serviços de saúde domiciliar que une tecnologia:

Meningocócica B

A meningite meningocócica é uma infecção rara, mas que pode evoluir rapidamente e causar sequelas graves ou até mesmo levar à morte, especialmente entre crianças pequenas. Embora o sorogrupo B seja atualmente o mais frequente entre os casos da doença meningocócica no Brasil, a vacina contra esse tipo da bactéria segue disponível apenas na rede privada.

Recentemente, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar o imunizante ao calendário infantil do SUS, mantendo a recomendação restrita na rede privada. A vacina é considerada uma importante ferramenta de prevenção e pode ser indicada principalmente para crianças, além de adolescentes e adultos em situações específicas, conforme orientação médica.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

O VSR é principal causador da bronquiolite e uma das principais causas de internação de bebês nos primeiros meses de vida. No SUS, gestantes podem receber a vacina Abrysvo, que protege a mãe e, por meio da transferência de anticorpos, também o bebê, especialmente durante os primeiros meses de vida. Já o anticorpo monoclonal Beyfortus (nirsevimabe), administrado diretamente ao bebê, é oferecido na rede pública apenas para recém-nascidos prematuros e outros grupos prioritários. Assim, para bebês que não se enquadram nesses critérios, o acesso ao Beyfortus está disponível apenas na rede privada. A imunização continua sendo a principal estratégia para reduzir o risco de bronquiolite e outras complicações respiratórias graves causadas pelo VSR, especialmente entre bebês, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade a infecções.

Herpes-zóster

Indicada principalmente para pessoas a partir dos 50 anos, a vacina protege contra o herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro. A doença ocorre pela reativação do vírus da catapora e pode provocar dores intensas que persistem por semanas ou até meses após o desaparecimento das lesões.

HPV nonavalente

Enquanto o SUS disponibiliza a vacina quadrivalente contra o HPV para públicos específicos, a versão nonavalente, encontrada na rede privada, tem proteção contra um número maior de subtipos do vírus associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer e lesões pré-cancerosas.

Pneumocócicas de cobertura ampliada

A bactéria pneumococo pode causar doenças graves, como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea. Recentemente, o SUS incorporou a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) ao calendário nacional de vacinação. No entanto, o esquema adotado na rede pública difere do recomendado em bula e pelas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Enquanto o SUS oferece um esquema de duas doses, na rede privada é recomendado o esquema completo de quatro doses.

Vacina contra a dengue

A vacinação contra a dengue já começou a ser incorporada ao SUS, mas ainda está restrita a faixas etárias e regiões específicas. Para pessoas que não fazem parte dos grupos contemplados pela rede pública, a vacinação na rede privada pode ser uma alternativa para ampliar a proteção contra a doença.

“A vacinação continua sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças e reduzir complicações. Mais do que seguir um calendário, é importante entender quais imunizantes fazem sentido para cada fase da vida e garantir que essa proteção esteja sempre atualizada”, finaliza  Bassetti.

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