Brasil é o 2º país do mundo em mortes por tuberculose

Médico analisando raio-x de pulmão

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Designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda nação com maior número de mortes por tuberculose no mundo, o Brasil enfrenta uma crescente preocupação com os índices de contaminação. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2021, foram registrados mais de 68 mil novos casos, aproximando-se dos diagnósticos de 2020, quando mais de 4,5 mil vidas foram perdidas devido à infecção.

Considerada um desafio global de saúde pública pela OMS, as iniciativas para erradicar a tuberculose, que têm metas ambiciosas até 2030, foram significativamente impactadas pela recente pandemia. Casos subnotificados, diminuição na busca por diagnósticos e tratamentos podem ter obscurecido os verdadeiros números da tuberculose, que aumentaram de 1,2 milhão de óbitos em 2019 para 1,6 milhão em 2021 em todo o mundo. A estimativa da OMS sugere que cerca de 30 mil pessoas são diagnosticadas diariamente com a doença ao redor do globo.

Um dos principais desafios enfrentados é garantir o diagnóstico precoce da tuberculose. Muitos casos ainda são identificados tardiamente, o que compromete a eficácia do tratamento e contribui para a propagação da doença. Além disso, o acesso universal a tratamentos adequados é crucial para garantir que todos os pacientes recebam os cuidados necessários. Dos 78.057 casos de tuberculose diagnosticados no Brasil em 2022, 2.703 (3,5%) foram em menores de 15 anos, a maior proporção registrada desde 2012. Em menores de 10 anos, foram diagnosticados 1.788 (2,3%) novos casos e 1.202 (1,5%) novos casos em menores de cinco anos. Em comparação a 2019, o último ano que antecede a chegada da pandemia de Covid-19, foi analisado que a proporção no número de casos em menores de cinco anos teve um aumento de 10,9% em 2022, indo de 33,8% para 37,5%.

Desde 2014, está sendo observada uma redução consistente na proporção de novos casos com coinfecção de tuberculose, de modo que os resultados obtidos demonstram que a porcentagem foi de 10,2% (7.131) para 8,4% (6.557) em 2022. Embora os desafios sejam significativos, há esperança no horizonte. Investimentos contínuos em pesquisa, educação e acesso a cuidados de saúde podem ser catalisadores para enfrentar a tuberculose de maneira mais eficaz. A colaboração entre autoridades de saúde, profissionais médicos e a sociedade civil é crucial para desenvolver estratégias abrangentes e sustentáveis.

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