O diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas tem sido apontado por especialistas como um fator decisivo para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida de crianças que nascem com malformações cardíacas. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças apresentam algum tipo de cardiopatia congênita a cada ano no Brasil, condição considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações.
De acordo com a cardiologista pediátrica Renata Mattos, do Instituto Nacional de Cardiologia, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento vem avançando no país. Quando a alteração cardíaca é identificada ainda durante a gestação, os profissionais conseguem planejar o parto e os cuidados imediatos após o nascimento, garantindo atendimento especializado para os casos mais graves.
Pais e responsáveis devem estar atentos a sinais como dificuldade para ganhar peso, cansaço durante as mamadas, respiração acelerada e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades. Além disso, exames como o ecocardiograma fetal e o teste do coraçãozinho, realizado entre 24 e 48 horas após o nascimento, são fundamentais para detectar precocemente problemas cardíacos e iniciar o tratamento adequado.
Os avanços da medicina têm permitido que muitas pessoas com cardiopatias congênitas levem uma vida ativa e produtiva. Em diversos casos, um único procedimento é suficiente para corrigir a malformação, enquanto outros pacientes necessitam de acompanhamento contínuo ao longo da vida.
