Dengue pode aumentar risco de síndrome neurológica rara, aponta estudo

Redação Olho na Saúde

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Um estudo divulgado pela Agência Brasil aponta uma possível relação entre a dengue e o desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição neurológica rara e potencialmente grave. A pesquisa foi realizada por cientistas da Fiocruz Bahia em parceria com instituições internacionais e reforça a preocupação com complicações associadas à doença.

De acordo com os dados, pessoas infectadas pelo vírus da dengue apresentam um risco até 17 vezes maior de desenvolver a síndrome nas seis semanas após a infecção. Esse risco é ainda mais elevado nas duas primeiras semanas, podendo chegar a ser 30 vezes maior em comparação com quem não teve a doença. Apesar disso, a ocorrência ainda é considerada baixa em números absolutos.

A Síndrome de Guillain-Barré ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos, provocando sintomas como fraqueza muscular progressiva, formigamento e, em casos mais graves, paralisia. A condição pode evoluir rapidamente e exigir atendimento médico urgente, especialmente quando compromete a respiração.

Diante dos resultados, especialistas destacam a importância de atenção redobrada após casos de dengue, principalmente para sinais neurológicos nas semanas seguintes à infecção. O estudo sugere que a síndrome seja considerada uma possível complicação da doença, contribuindo para diagnóstico precoce e melhor preparo dos serviços de saúde.

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