A inteligência artificial começa a ganhar espaço na área da saúde no Brasil, com aplicações que prometem agilizar diagnósticos e reduzir o tempo de espera dos pacientes. De acordo com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 18% dos hospitais e clínicas brasileiras já utilizam soluções de inteligência artificial.
Entre as aplicações está o uso da tecnologia para acelerar a análise de exames cardíacos. Segundo a cardiologista Paula Damasco, em entrevista a Rádio Senado, a ferramenta pode auxiliar na liberação de laudos de eletrocardiogramas em poucos minutos, permitindo que médicos tenham acesso mais rápido aos resultados e possam tomar decisões sobre a condução do tratamento.
Ricardo Sampaio, coordenador do Centro Integrado de Inteligência Artificial do Distrito Federal, ainda explica que a tecnologia também pode contribuir para reduzir filas e agilizar diferentes etapas do atendimento, desde consultas e procedimentos até solicitações de medicamentos. A expectativa é que os pacientes tenham respostas mais rápidas e possam iniciar o tratamento de forma mais ágil.
No Congresso Nacional, uma proposta da senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, prevê o uso de inteligência artificial na saúde pública, incluindo o desenvolvimento de terapias e vacinas contra o câncer.
O projeto estabelece regras de transparência, responsabilidade e supervisão humana nas decisões clínicas, além de prever proteção de dados, informações claras aos pacientes e capacitação dos profissionais de saúde. De acordo com o texto, a implementação de hospitais inteligentes na rede SUS poderá contribuir para diagnósticos mais precoces, especialmente de doenças oncológicas.
A proposta recebeu relatório favorável da senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, e está pronta para votação na Comissão de Assuntos Sociais.
