Excesso de proteína: saiba quais são os riscos e a porção diária correta para a saúde

Redação Olho na Saúde

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A proteína ganhou espaço na alimentação, principalmente em produtos como iogurtes, barras e alimentos voltados ao público fitness. Apesar da popularidade, um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) aponta que a maioria dos brasileiros já consome proteína em quantidade suficiente. O principal problema estaria na pouca variedade da alimentação, com baixo consumo de frutas, verduras e legumes.

Mais do que contribuir para o ganho e a manutenção de massa muscular, a proteína desempenha diferentes funções no organismo. O nutriente participa da formação e recuperação de tecidos, auxilia o sistema imunológico e também está envolvido na produção de hormônios. Para adultos, a referência básica da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 0,8 grama por quilo de peso corporal por dia, mas essa quantidade pode mudar conforme a idade e o nível de atividade física.

De acordo com informações do portal Viver Bem, da Unimed, adultos fisicamente ativos podem precisar de 1,4 a 2,0 gramas de proteína por quilo de peso diariamente, enquanto para idosos a indicação pode variar de 1,0 a 1,5 grama. Entre as fontes do nutriente estão carnes, ovos, leite e derivados, além de alimentos vegetais como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e tofu.

O consumo excessivo também exige atenção. Como o organismo não armazena proteína em excesso, o nutriente que não é aproveitado precisa ser processado e eliminado. Além disso, uma dieta concentrada em fontes proteicas pode reduzir o espaço para frutas, verduras e legumes. Por isso, a orientação é manter uma alimentação variada e buscar acompanhamento de um nutricionista antes de iniciar suplementação ou aumentar significativamente a ingestão de proteínas.

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