De acordo com informações da Agência Brasil, a campanha deste ano tem como slogan “Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”. A iniciativa reforça que a atenção não deve terminar com a saída da UTI neonatal. Segundo Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, as famílias precisam de orientação, acesso a especialistas e apoio durante o desenvolvimento da criança.
Dados da DRG Brasil, desenvolvida pelo Grupo IAG Saúde, apontam 75.301 internações relacionadas ao nascimento de bebês prematuros entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Desse total, 53,7% exigiram cuidados intensivos. O tempo médio de permanência hospitalar foi de 15,2 dias, chegando a 49,4 dias entre os bebês nascidos com menos de 28 semanas. O levantamento também identificou pelo menos 1.789 readmissões nos primeiros 30 dias de vida, principalmente por icterícia, problemas alimentares e doenças respiratórias.
A pediatra e neonatologista Rita Silveira explica que a alta hospitalar representa o início de uma nova etapa de cuidados, que pode gerar insegurança nas famílias. Como o organismo dos prematuros ainda está em formação, o acompanhamento deve considerar as necessidades individuais de cada criança. A avaliação especializada permite monitorar possíveis atrasos no desenvolvimento e indicar intervenções precoces, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e ampliar as oportunidades de desenvolvimento infantil.
