Um artigo publicado, neste domingo (1), pela Agência Brasil analisou as diferenças de sintomas entre a febre do Oropouche e a dengue, duas arboviroses transmitidas por insetos que circulam em áreas semelhantes do Brasil.
A reportagem destaca que, apesar da semelhança no início dos quadros clínicos, existem nuances que podem auxiliar profissionais de saúde a suspeitarem de uma ou outra doença com mais precisão.
Pesquisadores observaram que pacientes com febre do Oropouche frequentemente relatam dor de cabeça mais intensa, dores articulares mais frequentes e manchas na pele mais disseminadas do que em quadros de dengue. Além disso, são observadas alterações laboratoriais específicas, como aumento discreto de enzimas hepáticas e diferenças na resposta do sistema imunológico, que também ajudam a distinguir entre as duas infecções.
Por outro lado, o quadro típico de dengue tende a apresentar queda acentuada de plaquetas no sangue e maior risco de sangramentos e choque, características que, embora presentes em situações graves, não são tão comuns na febre do Oropouche. Mesmo assim, enfatiza-se que apenas os sintomas clínicos não são suficientes para um diagnóstico conclusivo, sendo indispensável o uso de exames laboratoriais e avaliação epidemiológica para diferenciar corretamente as doenças.
Diante dessa sobreposição sintomática, os especialistas entrevistados ressaltam a importância de protocolos de atendimento que incluam ambas as doenças, sobretudo em áreas onde os dois vírus circulam simultaneamente.
A reportagem também alerta para a necessidade de reconhecimento precoce de sinais de gravidade, como vômitos persistentes ou dor abdominal intensa, e de atenção especial a grupos vulneráveis, como gestantes, crianças e idosos, ao apresentarem febre e outros sintomas compatíveis com arboviroses.



