A previsão de temperaturas acima da média entre outubro e dezembro coloca a saúde dos idosos em alerta. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há alta probabilidade de calor intenso no período, cenário que pode favorecer ondas de calor. A população idosa está entre os grupos mais vulneráveis às altas temperaturas, devido às alterações naturais do envelhecimento, que podem reduzir a resposta do organismo ao calor e a percepção da sede.
Para evitar desidratação e outros problemas relacionados às altas temperaturas, o Ministério da Saúde recomenda a oferta frequente de líquidos e a permanência em ambientes frescos. Também são indicados o uso de roupas leves e largas, a redução da exposição ao sol e a programação de atividades, consultas e passeios para os horários mais frescos do dia. Refeições leves e alimentos com maior quantidade de água também podem contribuir para o bem-estar durante os períodos de calor.
Familiares e cuidadores devem ficar atentos a sinais que podem indicar que o organismo está sofrendo com o excesso de calor. Tontura, fraqueza, dor de cabeça, sonolência excessiva, boca seca, redução da quantidade de urina e alterações repentinas de comportamento podem estar relacionados à desidratação ou ao estresse térmico. A atenção deve ser ainda maior entre idosos com doenças crônicas ou que fazem uso contínuo de medicamentos, já que o calor pode agravar algumas condições de saúde.
Em situações como desmaio, confusão mental intensa, dificuldade para respirar, dor no peito, alteração importante do nível de consciência ou sinais de insolação, é necessário buscar atendimento médico. Pessoas com restrições de ingestão de líquidos, como algumas que apresentam doenças cardíacas ou renais, também devem seguir as orientações individualizadas dos profissionais de saúde. O acompanhamento das condições climáticas e a adaptação da rotina são medidas importantes para reduzir os riscos durante períodos de calor intenso.
