Mais de 30 mil doses de vacina contra varíola do macaco são renegadas no Brasil

Pessoa sendo vacinada

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Nos últimos meses, a preocupante falta de adesão da população às vacinas contra a varíola dos macacos tem chamado a atenção das autoridades de saúde. Essa resistência levanta questões cruciais sobre os desafios enfrentados na promoção da imunização e os riscos associados à baixa cobertura vacinal.

Segundo dados recentes, uma parcela significativa da população tem hesitado ou recusado a vacinação contra a varíola dos macacos. Esse fenômeno, alimentado por desinformação e dúvidas sobre a segurança das vacinas, tem contribuído para índices de adesão aquém do necessário para alcançar a imunidade coletiva. O plano do ministério era aplicar um esquema vacinal de duas doses em cerca de 16 mil pessoas, o que utilizaria 32 mil vacinas. Servidores da pasta avaliam, contudo, que a divulgação da campanha não foi bem-sucedida em alcançar o público-alvo. De acordo com o Ministério da Saúde, a baixa procura é justificada pela redução de casos no país e restrição do público-alvo. Além disso, a demanda dos estados pela vacina não é grande.

Na época, por meio de uma colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Ministério efetuou a compra de 50 mil doses de vacina a preços mais vantajosos em comparação ao mercado. Ao longo de 2022, duas transações financeiras foram realizadas, totalizando R$ 227,5 milhões destinados a diversos imunizantes, abrangendo, assim, a aquisição das vacinas para o Mpox.

Especialistas destacam a importância da educação e conscientização pública para combater a resistência à vacinação. Estratégias que abordem as preocupações legítimas das comunidades, promovam a transparência e destaquem os benefícios das vacinas são essenciais para construir a confiança. Enfrentar a resistência à vacinação exige uma abordagem colaborativa entre profissionais de saúde, educadores, autoridades e a comunidade. A construção de pontes de confiança e o fortalecimento do diálogo são passos cruciais para reverter a tendência atual e garantir uma cobertura vacinal adequada.

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