Saúde mental: Ministério da Saúde prepara busca ativa de pessoas viciadas em apostas

Redação Olho na Saúde

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O Ministério da Saúde pretende ampliar as ações de busca ativa de pessoas que apresentam comportamento problemático relacionado às apostas on-line após o anúncio da proibição das bets pelo governo federal. A iniciativa prevê a oferta de acompanhamento e tratamento em saúde mental para apostadores que necessitarem de assistência, além de apoio aos familiares.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o trabalho de identificação de pessoas com problemas relacionados ao jogo já é realizado desde dezembro de 2025. Para isso, são utilizados dados compartilhados por órgãos como os ministérios da Fazenda e da Segurança Pública e a Receita Federal. O ministro afirmou que as informações são tratadas em ambiente protegido e submetidas às regras previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às normas de ética profissional na área da saúde.

A estratégia deverá contar com recursos do Meu SUS Digital e com serviços de teleatendimento, facilitando o acesso à assistência em saúde mental. A intenção é atender tanto apostadores que enfrentem dificuldades com a mudança nas regras quanto pessoas próximas que também possam ser afetadas pelos impactos do comportamento compulsivo. Até o momento, porém, o governo ainda não informou como será o fluxo de atendimento nem quando a nova etapa da busca ativa será iniciada.

Durante a coletiva, Padilha também chamou atenção para os efeitos das apostas sobre a saúde pública e a economia. Ele citou levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), segundo o qual os custos sociais associados às apostas chegam a uma estimativa de R$ 38,8 bilhões por ano. Desse total, cerca de R$ 17 bilhões estariam relacionados aos custos decorrentes de mortes adicionais por suicídio.

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