Queda de cabelo: quando a reposição hormonal pode ajudar a recuperar os fios

Redação Olho na Saúde

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A reposição de ativos hormonais pode contribuir para a saúde dos cabelos em casos de desequilíbrios hormonais que afetam o ciclo de crescimento dos fios. Alterações nos níveis hormonais estão entre as principais causas da queda capilar em homens e mulheres, especialmente em fases como menopausa, pós-parto e envelhecimento. Além de fatores genéticos e hábitos de vida, mudanças hormonais podem provocar afinamento dos fios, perda de volume e aumento da queda.

Segundo Izabelle Gindri, especialista em saúde hormonal, PhD em Engenharia Biomédica, cientista, farmacêutica, cofundadora e CEO da bio meds Brasil, a identificação da causa da queda é fundamental antes do início de qualquer tratamento. “Quando é constatada uma deficiência hormonal, a reposição pode ser recomendada com o objetivo de restabelecer o equilíbrio do organismo. Em muitos casos, a melhora da saúde capilar ocorre como consequência da normalização dessas funções”, afirma a especialista.

Nos últimos anos, os hormônios isomoleculares, também conhecidos como bioidênticos, passaram a ganhar espaço entre as opções terapêuticas. Entretanto, Izabelle Gindri destaca que a indicação deve ser individualizada, levando em consideração o histórico clínico, os exames laboratoriais e os objetivos terapêuticos de cada paciente. Alterações na tireoide, redução dos níveis de estrogênio e outros distúrbios hormonais podem ser tratados de forma específica, contribuindo para a recuperação da saúde dos fios.

A especialista ressalta ainda que os resultados do tratamento não são imediatos, já que o crescimento capilar segue ciclos biológicos naturais. A redução da queda costuma ser percebida primeiro, enquanto o surgimento de novos fios ocorre de forma gradual ao longo dos meses. Além da reposição hormonal, o tratamento pode incluir suplementação nutricional, terapias complementares e mudanças de hábitos. “Qualquer terapia hormonal deve ser conduzida por profissionais habilitados, com avaliações periódicas e monitoramento contínuo”, alerta Izabelle Gindri.

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