Dia Nacional do Surdo: entenda a importância da data

Menino surdo em atendimento médico

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Hoje (26) é celebrado o Dia Nacional do Surdo, momento que reflete a inauguração da primeira escola para surdos no país em 1857. A data é importante para evidenciar a realidade da população surda no Brasil, desmistificando o estigma associada à essa população, bem como o preconceito implementado historicamente.

No Brasil, mais de dez milhões de pessoas são surdas, de acordo com o IBGE. Mesmo com a lei que determina o uso da Libras, Língua Brasileira de Sinais, essas pessoas ainda enfrentam muitas dificuldades para acessar serviços básicos do dia a dia, fornecidos por diferentes entidades sociais. Neste mês, o tema central da campanha é “Setembro Azul” ou “Setembro Surdo”, que há doze anos mobiliza todas as esferas sociais do país com o objetivo de chamar atenção para as lutas e conquistas dessa população no mundo.

Especialistas afirmam que é muito importante o cuidado de manter o paciente surdo ou com dificuldade auditiva inseridos na sociedade. O isolamento, principalmente do idoso, pode contribuir para o desenvolvimento de comorbidades psicológicas, como depressão, demência e Alzheimer. Além da conscientização, os médicos ainda destacam que é possível adotar medidas de prevenção à surdez, como avaliações de rotina com o médico otorrino para manter uma audição saudável.

Estudos ainda sugerem que existem diferentes tipos de surdez – e alguns deles podem surgir ao longo da nossa vida. Da mesma forma, também podem ser reversíveis a depender do caso, dependendo do local da lesão que afeta o sistema auditivo. Assim, o desafio é realizar o diagnóstico adequado e seguir com o tratamento, a exemplo de crianças pequenas. Confira os tipos de surdez existentes.

Por condução – Ou seja, acontece quando o problema ocorre no ouvido externo e/ou médio, que tem como função conduzir o som até o ouvido interno;
Surdez neurossensorial – Ocorre quando há uma lesão no ouvido interno, impedindo que essas células levem o estímulo do som do ouvido interno até o cérebro;
Condição mista – Combinação de duas lesões simultaneamente;
Surdez central – Causada por variações na compreensão da informação sonora. Este último caso é considerado o mais desafiador por envolver processamento e interpretação dos sons.

Ou seja, apesar de existirem fatores genéticos envolvidos no processo da evolução da perda auditiva, alguns hábitos de vida podem reduzir riscos. Como evitar a exposição a ruídos intensos por longos períodos. O mesmo vale para as doenças crônicas, a exemplo da hipertensão, diabetes e dislipidemia.

Foto: Reprodução/Internet

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