OMS afirma que houve diminuição do consumo de cigarro, mas número ainda impressiona

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou hoje as últimas estimativas do relatório de tendências sobre o consumo de tabaco, revelando uma diminuição global ao longo dos anos. Em 2022, aproximadamente 1 em cada 5 adultos em todo o mundo era fumante, uma melhoria em relação a 2000, quando esse número era de 1 em cada 3.

No entanto, mesmo com esse declínio, há ainda cerca de 1,25 bilhão de fumantes no mundo, e o tabaco continua a ser responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas anualmente. Para 2025, as projeções indicam uma queda de 6,7% entre as mulheres e 32,9% entre os homens. Esses números são ainda menores para 2030, com previsões de 5,7% para mulheres e 30,6% para homens.

A OMS destaca a importância das medidas eficazes já conhecidas para reduzir o consumo de tabaco, enfatizando que os países precisam se comprometer a proteger suas populações do tabaco. A implementação dessas medidas tem demonstrado resultados positivos, como a redução na taxa de prevalência do consumo e populações mais saudáveis.

Há 15 anos, a OMS estabeleceu o MPOWER, uma lista de medidas para combater o fumo, e o Brasil é citado como um país que as cumpriu integralmente. O relatório também menciona esforços das empresas de tabaco para influenciar países, incluindo ofertas de apoio técnico e financeiro antes de reuniões importantes da OMS sobre controle do tabaco.

As regiões com a maior parcela de fumantes são o Sudeste Asiático e a Europa, representando cerca de um quarto da população global. Em alguns países, como Egito, Jordânia e Indonésia, o consumo de tabaco ainda está em ascensão, conforme apontado pelo estudo.

O relatório, publicado a cada dois anos, forneceu dados preliminares sobre a prevalência de cigarros eletrônicos, levando a OMS a solicitar aos governos a implementação de medidas de controle semelhantes às do tabaco. A OMS identificou pelo menos 362 milhões de usuários adultos de produtos de tabaco sem fumaça em todo o mundo, embora tenha reconhecido a possibilidade de subestimação devido à falta de dados.

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