A Fundação do Câncer alerta que o melanoma não se manifesta apenas na pele e também pode surgir em regiões como os olhos, mucosas e órgãos internos dos sistemas genital e digestório. Embora seja menos frequente, esse tipo de tumor é considerado mais agressivo por apresentar maior possibilidade de metástase e disseminação para outros tecidos e órgãos.
A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, publicada neste mês, analisou casos de melanoma cutâneo e extracutâneo no Brasil. O levantamento destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, além da integração entre diferentes áreas da saúde para identificar a doença e iniciar a assistência o mais cedo possível.
De acordo com informações da Agência Brasil, um estudo epidemiológico com 42.255 registros hospitalares identificou que 92,2% dos casos eram de melanoma cutâneo, enquanto 5,7% eram oculares e 2,5% de mucosa. Entre os melanomas extracutâneos registrados entre 1990 e 2021, o olho foi a principal localização, concentrando 75% dos casos, seguido pelos órgãos genitais e pelo sistema digestório.
No melanoma de pele, a exposição à radiação ultravioleta é apontada como o principal fator de risco. O Inca estima 9.360 novos casos desse tipo de câncer no Brasil em 2026, com uma taxa de 19,2 casos por milhão de habitantes. Apesar de representar cerca de 4% dos tumores malignos da pele, o melanoma exige atenção devido ao potencial de disseminação, especialmente quando o diagnóstico ocorre em fases mais avançadas.
