Ginecologista acusado de crime sexual recebe novas denúncias; agora são doze vítimas

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Subiu para doze o número de denúncias de crimes sexuais contra o ginecologista Elziro Gonçalves de Oliveira, 71 anos, em Salvador. Conforme novos relatos das vítimas, o médico aproveitaria o momento da consulta para praticar o crime contra as mulheres. Os casos são acompanhados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Polícia Civil.

Os novos depoimentos confirmam as primeiras versões trazidas, no qual a ação do profissional seria bastante parecida. Ainda segundo relatos das mulheres, durante os atendimentos toques na região íntima e perguntas de cunho sexual seriam abordadas, induzindo para a violação de seus corpos. Até então, as vítimas que denunciaram os abusos foram atendidas por ele no centro médico do plano Caixa Assistência dos Empregados do Baneb (Casseb) e na clínica CAM. Segundo informações preliminares, o profissional já não trabalha mais no Grupo CAM há dois anos.

O caso segue em investigação, mas a suspeita é que os crimes acontecem há, pelo menos, dez anos em espaços distintos. O médico deve ser interrogado até o final de agosto, onde o inquérito será concluído e enviado ao Ministério Público. O ginecologista ainda não tem passagem na polícia, no entanto, é investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude e a pena é de dois à seis anos de prisão para cada caso comprovado.

Em contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), cinco denúncias sobre o episódio foram registradas e todas seguem em sigilo processual. Confira a nota na íntegra:

“O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informa que, até o presente momento, recebeu cinco denúncias sobre o caso citado. Em decorrência da disposição prevista no Código de Processo Ético-Profissional, esclarecemos que todos os processos na autarquia federal tramitam em sigilo processual e, havendo sanções públicas transitadas em julgado, serão disponibilizadas para conhecimento da sociedade. Em tempo, esta autarquia federal ratifica que é inaceitável qualquer tipo de violência independente das circunstâncias e de quem a tenha cometido.”

Foto Ilustrativa: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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