Falta de sono: veja o que causa a insônia e como melhorar as noites

Redação Olho na Saúde

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A insônia é um distúrbio do sono que pode dificultar o início do descanso, provocar despertares durante a madrugada ou fazer a pessoa acordar antes do horário desejado. Segundo dados do Ministério da Saúde, 31,7% dos adultos brasileiros apresentam sintomas de insônia. Quando o problema se torna frequente, pode afetar a memória, o humor e a produtividade, além de estar associado a impactos no funcionamento metabólico e cardiovascular.

As causas da insônia são diversas e podem envolver fatores físicos, emocionais e comportamentais. Entre os principais estão o consumo excessivo de cafeína e bebidas alcoólicas, hábitos inadequados de sono, dores crônicas, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas, uso de determinados medicamentos, ansiedade e depressão. Segundo o Consenso Brasileiro de Insônia, o distúrbio pode ser classificado em três tipos: inicial, quando há dificuldade para adormecer; de manutenção, caracterizada por interrupções frequentes durante a noite; e terminal, quando ocorre o despertar precoce sem conseguir voltar a dormir.

A insônia terminal pode estar relacionada ao estresse, à preocupação constante e a alterações emocionais. Durante a menopausa, as mudanças hormonais também podem contribuir para a fragmentação do sono, principalmente por causa de ondas de calor e suores noturnos. Para lidar com um episódio de insônia, uma recomendação é não permanecer na cama tentando dormir a qualquer custo. Se o sono não voltar após cerca de 20 minutos, levantar-se e realizar uma atividade tranquila, como ler um livro sob luz suave, pode ajudar. Também é indicado evitar celular e televisão nesse período.

O tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas. Segundo o Consenso Brasileiro de Insônia, a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) está entre as principais estratégias para o controle do problema. A rotina também pode contribuir para melhorar o descanso, com horários regulares para dormir e acordar, ambiente escuro e silencioso e redução do consumo de cafeína e refeições pesadas à noite. Quando essas medidas não são suficientes, a avaliação médica pode indicar outras formas de tratamento, inclusive medicamentos em situações específicas.

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