A Bahia aparece com 3% entre os melhores hospitais públicos do Brasil em um levantamento nacional inédito que selecionou as 100 unidades de maior destaque no país. O estudo revela que, embora São Paulo concentre o maior número de hospitais bem avaliados — 30 ao todo —, a excelência na rede pública de saúde está distribuída por diversos estados, incluindo a Bahia, que figura ao lado de outras unidades da federação com participação semelhante no ranking.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O levantamento integra a fase classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa conjunta das cinco entidades, cuja cerimônia de premiação está prevista para maio deste ano.
De acordo com o médico sanitarista Renilson Rehem, ex-presidente do Ibross e coordenador do trabalho, dar visibilidade aos melhores hospitais públicos é uma forma concreta de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o objetivo principal não é estabelecer um ranking competitivo, mas valorizar boas práticas e oferecer uma pauta positiva para instituições que, frequentemente, enfrentam dificuldades estruturais e financeiras e acabam associadas apenas a notícias negativas.
A avaliação considerou critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados. Após São Paulo, com 30% dos hospitais destacados, aparecem Goiás (10%), Pará e Santa Catarina (7% cada), Pernambuco e Rio de Janeiro (6% cada), Paraná (5%) e, na sequência, estados com percentuais menores, entre eles a Bahia, com 3%. O estudo analisou hospitais com mais de 50 leitos, produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) entre agosto de 2024 e julho de 2025, todos com atendimento 100% pelo SUS, excluindo unidades psiquiátricas e de longa permanência.



