No Dia Mundial da Saúde Mental, 10 de outubro, um campo importante, mas muito negligenciado da saúde ganha espaço e reforça o quanto cuidar da mente, também é cuidar da saúde.
De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, em 2024 houve quase meio milhão de afastamentos, o maior número em pelo menos dez anos. Na comparação com o ano anterior, as 472.328 licenças médicas concedidas representam um aumento de 68%.
Entre compromissos profissionais, notificações, tarefas domésticas e preocupações constantes, muitas pessoas passam o dia reagindo a estímulos sem perceber como estão se sentindo. A atenção fica concentrada no que precisa ser resolvido, enquanto sinais de cansaço, tensão e sobrecarga ficam em segundo plano.
“A falta de atenção para si próprio é um ponto importante quando falamos de saúde mental. Muitas vezes, a pessoa percebe o que está acontecendo ao seu redor, mas não identifica com clareza o que está sentindo ou de que precisa. O mindfulness é uma forma de exercitar essa observação”, explica a neuropsicóloga Leninha Wagner.
O que é mindfulness?
A proposta do mindfulness é perceber quando a atenção se dispersa e, com gentileza, direcioná-la novamente para uma experiência escolhida, como a respiração, os sons do ambiente ou as sensações do corpo. A prática pode ser realizada em exercícios formais de meditação, mas também incorporada a atividades comuns, como caminhar, comer ou tomar banho, desde que a pessoa procure estar atenta ao que está fazendo.
“Mindfulness não é uma solução mágica nem substitui acompanhamento psicológico ou médico quando ele é necessário. É uma prática que pode ajudar a pessoa a reconhecer seus estados internos e a desenvolver uma relação mais consciente com aquilo que vivencia”, ressalta Leninha Wagner.
