Setembro Verde: idosos também podem ser doadores de orgãos em vida; entenda os critérios

Redação Olho na Saúde

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Durante o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos, o Ministério da Saúde reforça que pessoas idosas também podem ser doadoras em vida. A idade, isoladamente, não impede o procedimento. A decisão depende de uma avaliação médica completa para verificar as condições de saúde e os riscos envolvidos na cirurgia.

Um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões. A compatibilidade sanguínea é necessária nesses casos. Pela legislação brasileira, a doação pode ocorrer entre parentes de até quarto grau e cônjuges sem autorização judicial. Para pessoas sem esse grau de parentesco, é necessária autorização da Justiça.

Segundo o médico nefrologista Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário de Brasília (HUB), em entrevista à Agência Brasil, a avaliação de pessoas com mais de 60 anos tende a ser ainda mais cuidadosa. O processo considera exames de sangue e urina, funcionamento dos rins, exames de imagem e avaliação cardiovascular, além do histórico de doenças.

De acordo com Freitas, o envelhecimento pode aumentar a ocorrência de condições como hipertensão, diabetes e alterações da função renal, que podem elevar os riscos da cirurgia. Por isso, a decisão considera o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de permanecer saudável com um único rim e os riscos do procedimento. A idade avançada, por si só, não representa exclusão automática para a doação em vida.

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