Burnout em alta: por que a nova NR-1 torna a saúde mental uma prioridade para as empresas?

Redação Olho na Saúde

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A síndrome de burnout deixou de ser um problema restrito ao ambiente corporativo para se tornar uma preocupação crescente para trabalhadores, empresas e para a Justiça. Levantamento da Predictus aponta que, entre 2014 e 2024, mais de 22 mil ações trabalhistas mencionaram a síndrome, refletindo o aumento dos conflitos relacionados ao adoecimento mental no trabalho.

O avanço do problema também aparece em pesquisas sobre saúde ocupacional. De acordo com o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, da Wellhub, 90% dos trabalhadores brasileiros relataram sintomas de burnout no último ano. Além disso, 69% afirmaram dormir menos de sete horas por noite, um indicador que reforça os impactos da sobrecarga e do estresse na rotina profissional.

O cenário ocorre em um momento em que os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, evidenciando a necessidade de medidas preventivas e de mudanças na gestão das organizações. Especialistas alertam que a adoção de políticas voltadas à saúde mental é fundamental para reduzir afastamentos, melhorar a produtividade e promover ambientes de trabalho mais saudáveis.

A preocupação também ganhou força com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das empresas a identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Com isso, fatores como sobrecarga de trabalho, jornadas excessivas, assédio, conflitos interpessoais, falta de autonomia e metas inalcançáveis passam a integrar formalmente a gestão de riscos ocupacionais, reforçando que a saúde mental é também uma questão de conformidade legal, retenção de talentos e sustentabilidade dos negócios.

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