Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, hospitais e unidades de saúde registram aumento nos atendimentos por síndromes respiratórias em todo o país. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis às infecções provocadas por vírus e bactérias que circulam com maior intensidade nesta época do ano.
Entre os principais agentes responsáveis pelos quadros respiratórios estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado à bronquiolite em bebês, e a bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo, causadora de doenças como pneumonia, meningite, sinusite e otite média. Em alguns casos, essas infecções podem evoluir para complicações graves, especialmente entre pacientes com fatores de risco.
Dados da vigilância em saúde apontam um aumento sazonal das síndromes respiratórias agudas graves durante os meses mais frios, reforçando a importância das medidas preventivas. A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias e pelo contato com superfícies contaminadas, o que torna essenciais hábitos como a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes ventilados e o uso de máscara em caso de sintomas gripais.
De acordo com o infectologista Frederico Zago, do Mário Palmério Hospital Universitário, a população deve ficar atenta aos sinais de agravamento da doença.
“Febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, dor no peito, chiado no peito e piora progressiva dos sintomas são sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades”, afirma o especialista.
Ele destaca ainda que o diagnóstico precoce e a vacinação contra influenza, Covid-19 e pneumococo são fundamentais para reduzir complicações, internações e mortes relacionadas às doenças respiratórias.
