Brasil lidera mobilização global para definir preparação para futuras pandemias

Redação Olho na Saúde

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O futuro da humanidade diante de novas pandemias voltou ao centro das discussões internacionais durante a cúpula do G7, realizada na França. Em uma carta aberta divulgada no início do encontro, na última segunda-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, conclamaram os líderes das maiores economias do mundo a apoiarem a conclusão do Acordo Global sobre Pandemias. O documento destaca a urgência de criar mecanismos permanentes de preparação e resposta a futuras emergências sanitárias.

O Brasil desempenha papel central nesse processo ao presidir as negociações do anexo de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios (PABS), etapa necessária para que o acordo aprovado em 2025 entre em vigor. O objetivo é estabelecer regras para o compartilhamento rápido de informações sobre vírus e outros agentes infecciosos, garantindo que os países que colaborarem com dados e amostras tenham acesso justo a vacinas, medicamentos e testes desenvolvidos a partir dessas informações.

A iniciativa busca corrigir desigualdades observadas durante a pandemia de Covid-19, quando diversas nações contribuíram para pesquisas científicas, mas enfrentaram dificuldades para obter vacinas e tratamentos. Segundo a OMS, a pandemia causou a morte de até 20 milhões de pessoas em todo o mundo, além de prejuízos econômicos superiores a US$ 13 trilhões, conforme estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As negociações sobre o sistema PABS continuam e uma nova rodada de discussões está prevista para julho. Para o governo brasileiro e a OMS, concluir o acordo é fundamental para fortalecer a segurança sanitária global e evitar que o mundo seja novamente surpreendido por uma crise de grandes proporções. O sucesso das negociações poderá definir a capacidade internacional de enfrentar futuras pandemias de forma mais rápida, coordenada e equitativa.

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