Estudo alerta para crise de saúde mental dos brasileiros

Redação Olho na Saúde

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O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a etapa nacional de coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), o primeiro grande estudo de base populacional voltado exclusivamente para compreender a situação da saúde mental da população adulta brasileira. A iniciativa surge em um contexto de crescente preocupação com o avanço de transtornos mentais, que já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país.

Para a Fenae, a medida é oportuna, especialmente diante do aumento de doenças de origem mental entre trabalhadores. A entidade acompanha de perto a situação dos empregados da Caixa Econômica Federal e realiza pesquisas periódicas. Levantamento feito em julho de 2025 revelou um cenário preocupante: 37% dos funcionários já receberam diagnóstico de problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, com destaque para ansiedade, estresse, depressão e burnout, além de síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático.

Segundo o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, é urgente que o banco adote medidas efetivas para proteger os trabalhadores. Ele aponta que a pressão por metas e o medo constante de descomissionamento têm contribuído para o adoecimento da categoria. Os dados da pesquisa reforçam esse cenário: 32% dos bancários afirmam se sentir sob ameaça permanente, índice que chega a 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. Além disso, 41% relatam pressão para vender produtos considerados inadequados, prática que, segundo a entidade, compromete tanto a saúde dos funcionários quanto a função social da instituição.

De acordo com o Ministério da Saúde, a PNSM-Brasil permitirá mapear a prevalência de transtornos mentais, identificar fatores de risco e proteção e orientar políticas públicas mais eficazes. A pesquisa será realizada em domicílios selecionados aleatoriamente em todo o país, com entrevistas presenciais conduzidas por pesquisadores treinados. A participação é voluntária e segue critérios éticos rigorosos, sendo considerada fundamental para garantir que os dados reflitam com precisão a realidade da população brasileira.

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