Mulheres que encontram apoio social têm mais chances de se manter no mercado de trabalho

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Mulheres que encontram apoio social têm mais chances de se manter no mercado de trabalho

A maternidade é, sem dúvida, um dos principais desafios para a permanência das mulheres no mercado de trabalho, e os dados de diversas pesquisas comprovam essa situação crítica. Segundo um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2022, cerca de 40% das profissionais com filhos de até seis anos de idade não buscam uma colocação profissional. Outro indicador alarmante, divulgado por um estudo de 2017 feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que 49,6% das mães são demitidas após o retorno da licença-maternidade, contingente que fica ainda mais expressivo se consideradas as mulheres que pedem demissão por não terem condições de retornar ao emprego.

A sobrecarga de atividades em casa e a ausência de redes de apoio para o cuidado com os filhos são dois dos principais impedimentos para a retomada das carreiras. É neste cenário que as instituições sociais que focam no suporte às crianças e adolescentes têm seu papel social potencializado. É o caso da Mansão do Caminho, obra social  localizada em Salvador, que mantém em tempo integral 1,6 mil estudantes, desde a Creche até o Ensino Médio, garantindo acesso ao ensino formal de qualidade, cinco refeições diárias, oficinas artísticas e apoio à formação moral dos assistidos, enquanto suas mães podem ter empregos formais ou investir na carreira de empreendedoras.

“As mulheres que conseguem se manter no mercado de trabalho, cuidar da carreira e, eventualmente, sair de relacionamentos abusivos têm em comum o apoio que encontram. Quando essa mulher é mãe, essa pressão se multiplica porque, além da própria sobrevivência – emocional e financeira –, existe a responsabilidade pelos filhos. É aqui que o apoio social faz toda a diferença. Instituições como a Mansão do Caminho mostram, na prática, que, quando uma mulher encontra em seu caminho um espaço seguro para seus filhos e oportunidade de crescimento para si, ela ganha autonomia, dignidade e pode fazer escolhas. E, quando ela pode fazer escolhas, ela rompe ciclos”, comenta Cristiane Beira, diretora do Departamento Educacional da Mansão do Caminho e Mestre em Psicologia.

A cobradora Jossilene Costa é uma das mães que contam com o apoio da instituição para o cuidado com a filha de 13 anos, que tem acesso a uma educação de qualidade, a uma alimentação balanceada e a atividades culturais enquanto a mãe está no emprego.  “Trabalho para sustentar meus filhos e fico feliz por ter a escola para deixar minha filha aprendendo e tendo acesso a cursos e médicos”, conta

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