Um estudo trouxe uma notícia animadora para pacientes com doenças reumáticas autoimunes: a vacina contra herpes-zóster mostrou-se segura mesmo em um grupo historicamente considerado mais vulnerável.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina da USP e divulgada, nesta terça-feira (17), pela Agência Brasil, acompanhou mais de mil pessoas com diferentes diagnósticos, como artrite reumatoide e lúpus, condições que afetam o sistema imunológico e costumam gerar preocupação quanto à vacinação.
Os resultados indicaram que a imunização não aumentou o risco de agravamento das doenças pré-existentes, inclusive entre pacientes com a condição ativa ou em uso de medicamentos imunossupressores. A taxa de piora clínica foi praticamente igual entre os vacinados e o grupo que recebeu placebo, 14% contra 15%, reforçando a segurança do imunizante nesse público.
Além da segurança, o estudo também apontou alta eficácia da vacina. Cerca de 90% dos participantes desenvolveram níveis adequados de anticorpos após completar o esquema de duas doses, indicando uma resposta imunológica robusta. Os efeitos adversos relatados foram, em geral, leves, como dor no local da aplicação e febre, e ocorreram até com menor frequência em comparação com pessoas saudáveis.
Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores destacam que alguns medicamentos, como rituximabe e micofenolato de mofetila, podem reduzir a resposta à vacina, exigindo avaliação individualizada. Ainda assim, a imunização é considerada uma estratégia essencial, especialmente para pessoas acima dos 50 anos, já que a herpes-zóster pode causar complicações graves e até levar à morte em casos mais severos.




