Saúde da Mulher: a importância dos exames ginecológicos para a prevenção de doenças

Redação Olho na Saúde

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Mudanças no corpo e nas emoções, variações hormonais, riscos de doenças e a possibilidade de se tornar mãe. São muitas as questões envolvendo a saúde feminina e, para que haja um acompanhamento cuidadoso, a ginecologista Renata Finger de Castro, da rede Meu Doutor Novamed , orienta como se proteger e manter-se saudável, por meio da prevenção.
                                                                                          
De acordo com a médica, o acompanhamento ginecológico deve se iniciar ainda na adolescência ou no início da vida sexual. “Podemos fazer uma avaliação do ciclo menstrual e orientar sobre como cuidar das cólicas, que, por vezes, podem ser intensas. Para quem ainda não iniciou a vida sexual, o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) para meninas e meninos com idade entre 9 e 14 anos”.
O acompanhamento pode variar conforme idade e histórico de saúde. Mas, em geral, ir à consulta ginecológica anualmente é o recomendado. Nessa visita, a proposta é indicar exames que possam detectar precocemente doenças que atingem o aparelho reprodutor e as mamas, além de avaliar os impactos das mudanças hormonais na mulher. “A partir dos 25 anos, é importante dar início à prevenção, para que, ao sinal de qualquer alteração, o diagnóstico precoce possa evitar algo mais sério”, alerta a ginecologista.
Segundo ela, as principais doenças que atingem a saúde da mulher e que podem ser detectadas nos exames, são: o câncer do colo do útero, o câncer de mama, infecções ginecológicas, miomas e cistos ovarianos, endometriose e alterações hormonais.
Os principais exames recomendados são:
• Papanicolau – No exame Papanicolau, também conhecido popularmente como Preventivo, são coletadas células do colo do útero utilizando uma espátula ou uma pequena escova. Esse material é enviado para análise em laboratório. O objetivo do exame é identificar alterações celulares precoces que podem evoluir para câncer do colo do útero, além de detectar possíveis infecções ou inflamações. O teste também pode ser complementar, para indicar a presença do Papilomavírus Humano (HPV), vírus associado ao desenvolvimento de lesões no colo do útero.

• HPV – A coleta do PCR para HPV costuma ser indicada a partir dos 25 anos, conforme diretrizes médicas. Ele detecta a presença do vírus no colo do útero, responsável por causar lesões cervicais. Dependendo do tipo de HPV presente no exame, podem ser necessários testes complementares como papanicolau ou colposcopia. A periodicidade pode variar conforme avaliação do(a) ginecologista, mas, se negativo, pode ser coletado a cada 5 anos.

•  Colposcopia – Exame complementar que permite avaliação detalhada do colo do útero quando há alterações no preventivo.
• Ultrassonografia transvaginal – Avalia útero e ovários, auxiliando no diagnóstico de miomas, cistos ovarianos, endometriose, pólipos uterinos e outras alterações ginecológicas.

• Mamografia – Principal exame para rastreamento do câncer de mama, permitindo identificar alterações ainda em fase inicial. É indicado geralmente a partir dos 40 anos.
 

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