Quando a adrenalina deve ser prescrita e como pode ser administrada, explica ABRAMEDE

Redação Olho na Saúde

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A morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, após receber adrenalina aplicada por via intravenosano hospital Santa Júlia, em  Manaus acendeu o alerta sobre os protocolos adotados em emergências pelo país e despertou dúvidas sobre o uso da medicação.

Segundo especialistas, a administração de adrenalina endovenosa costuma ocorrer apenas em casos graves, como parada cardiorrespiratória . A adrenalina age de forma rápida e tem efeitos potentes no coração, nos vasos sanguíneos e no sistema respiratório. O principal uso da adrenalina venosa em emergência é em casos de parada cardiorrespiratória, e em casos pontuais no risco iminente de morte, explica a presidente da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (ABRAMEDE), Camila Lunardi.

A adrenalina pode ser aplicada de diferentes formas:

Endovenosa (EV): entra diretamente na circulação e tem efeito em segundos. É usada em casos graves, de parada cardiorespiratória e choque refratário (pressão arterial muito baixa, que não melhora). Neste último caso, ela é diluída.
Inalatória: age mais nas vias aéreas e tem menor absorção sistêmica. É usada em diversos casos de reações alérgicas graves que podem levar à morte (anafilaxia), como em casos de alergia à picada de inseto, a produto químico e até a camarão, que pode levar ao fechamento de glote. Ela causa vasoconstrição na mucosa respiratória e diminui o edema, facilitando a respiração.
Subcutânea: também em casos de reações alérgicas
Intramuscular: também em casos de reações alérgicas
A adrenalina reverte rapidamente:

Queda de pressão
Fechamento das vias aéreas
Inchaço de língua e glote
Urticária grave
Por que ela funciona tão rápido?

 A adrenalina ativa receptores que:

contraem vasos sanguíneos (aumenta pressão),
relaxam músculos dos pulmões (melhora respiração),
aumentam força e frequência dos batimentos cardíacos.
As complicações da adrenalina mais comuns são arritmias.

A importância dos emergencistas

Ao defender a valorização da especialização do emergencista, a ABRAMEDE destaca que estes profissionais começaram a ser valorizados em situações trágicas, como no caso da boate Kiss, na epidemia de Covid-19 e nas enchentes do Rio Grande do Sul.

A ABRAMEDE explica que a especialidade de emergencista foi reconhecida no Brasil há 10 anos e que ainda há um problema numérico, pois o país ainda tem 1.200 emergencistas diante de um total de 500 mil médicos

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