O brasileiro Bruno Drummond de Freitas entrou para a história da medicina ao se tornar o primeiro paciente do mundo a receber o tratamento experimental com polilaminina em uma lesão medular aguda e, anos depois, recuperar a capacidade de andar. Vítima de um grave acidente de carro em 2018, ele teve uma lesão cervical considerada completa, quadro que normalmente resulta em paralisia permanente. A aplicação da substância ocorreu poucas horas após o trauma, diretamente no local da lesão, em um procedimento inédito em humanos.
Os primeiros sinais de recuperação surgiram semanas depois, quando Bruno conseguiu movimentar voluntariamente o dedão do pé, indicando reconexões neurológicas. Com o passar do tempo e o apoio de reabilitação intensiva, a evolução funcional se tornou progressiva. Atualmente, ele consegue caminhar de forma independente, resultado que especialistas classificam como extraordinário diante do prognóstico inicial e das limitações históricas no tratamento de lesões medulares.
O avanço ganhou ainda mais visibilidade após o encontro com a ex-ginasta olímpica Laís Souza, que ficou tetraplégica em 2014 após um acidente durante treinamento de esqui. Laís conheceu pessoalmente Bruno, reconhecido como o “paciente zero” do uso da polilaminina, em um momento marcado por emoção.



