A declaração do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, associando o uso de paracetamol na gestação ao risco de autismo, sem qualquer base científica, é mais um exemplo de como a desinformação pode causar danos concretos. Diante da repercussão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi categórica ao afirmar que não existe, no Brasil, qualquer evidência que sustente essa relação. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), também confirmam a segurança do medicamento quando utilizado de acordo com orientação médica.
Espalhar boatos sobre um fármaco amplamente recomendado em casos de febre e dor não é apenas irresponsável: é um desserviço à saúde pública. Quando a política se sobrepõe às evidências científicas, quem perde é a população, especialmente mães e bebês que podem ser levados a evitar um medicamento seguro por medo.




