O que fazer e o que não fazer em uma crise epiléptica?

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O mês de março marca a campanha internacional Março Roxo, dedicada à conscientização sobre a epilepsia e à promoção da inclusão de pessoas que convivem com a condição. A mobilização busca ampliar o conhecimento da população, combater o preconceito e orientar sobre como agir em situações de crise epiléptica. Em muitos casos, a falta de informação faz com que atitudes equivocadas sejam tomadas, o que pode aumentar riscos para quem está passando pelo episódio.

De acordo com a enfermeira Natália Sposito, da Cuidare Brasil, a principal atitude durante uma crise epiléptica é manter a calma. Segundo ela, a postura de quem está por perto pode fazer diferença no momento do atendimento, já que agir com serenidade ajuda a evitar decisões impulsivas. A profissional destaca ainda que a maioria das crises dura poucos minutos e tende a cessar espontaneamente, mas observar o episódio com atenção pode ajudar a relatar detalhes importantes posteriormente aos profissionais de saúde.

Entre as orientações, a especialista alerta que não se deve tentar conter os movimentos da pessoa durante a crise. Segurar braços ou pernas pode provocar lesões tanto no paciente quanto em quem tenta ajudar. O mais indicado é afastar objetos e manter o espaço livre para reduzir o risco de acidentes. Também é importante proteger a cabeça da pessoa, colocando um objeto macio, como um travesseiro ou peça de roupa dobrada, para evitar impactos contra o chão ou superfícies próximas.

Outra recomendação é não oferecer comida, bebida ou medicamentos enquanto a pessoa estiver em crise, já que a capacidade de engolir pode estar comprometida. Após o momento mais intenso, colocar a pessoa de lado ajuda a facilitar a respiração e evita a aspiração de saliva ou vômito. Permanecer ao lado do paciente até que ele recupere a consciência também é fundamental. Caso a crise dure mais de cinco minutos ou se repita sem que a pessoa recupere totalmente a consciência, o atendimento médico deve ser acionado imediatamente.

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