A chegada do Mounjaro ao mercado brasileiro no início deste mês representa um novo capítulo no tratamento da obesidade. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, o entusiasmo científico esbarra em uma realidade concreta: o alto custo do tratamento, que o torna inacessível para grande parte da população.
Com doses mensais que variam entre R$ 1,4 mil e R$ 2,3 mil, o Mounjaro se posiciona muito acima do orçamento da maioria dos brasileiros. Para efeito de comparação, outros medicamentos com efeitos semelhantes, como os que utilizam semaglutida, custam entre R$ 600 e R$ 1 mil — e ainda assim já são considerados caros. A disparidade de preços revela um problema recorrente na saúde pública e privada do país: o acesso desigual a inovações médicas.
É importante ainda ressaltar que o uso do Mounjaro deve ser acompanhado de orientação médica, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Colocar todas as fichas na medicação pode gerar frustração, além de negligenciar o papel essencial dos hábitos saudáveis no sucesso do tratamento a longo prazo.