O Governo Federal anunciou, no fim de fevereiro de 2026, novas diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na ampliação da visibilidade da síndrome e na melhoria do atendimento aos pacientes em todo o país. A iniciativa prevê ações mais estruturadas e integradas para qualificar o cuidado oferecido na rede pública.
De acordo com a reportagem, a fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, com maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos. A condição é caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas, sem associação com inflamações ou lesões detectáveis em exames.
As novas diretrizes reforçam a importância do atendimento multidisciplinar no SUS, com a atuação conjunta de médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde. Também está prevista a capacitação das equipes e o estímulo à prática de atividade física como parte do manejo da síndrome, reconhecida pela complexidade e impacto na qualidade de vida dos pacientes.
Além das mudanças nos protocolos de cuidado, a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência no Brasil a partir de 2026, o que amplia direitos e o acesso a políticas públicas específicas. A combinação entre o reconhecimento legal e a ampliação das diretrizes busca fortalecer a resposta do sistema público de saúde às necessidades das pessoas que convivem com a síndrome.




