Doação de sangue: iniciativa reforça estoques e ajuda a salvar vidas no Carnaval

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A doação de sangue ganha relevância estratégica durante o Carnaval, período marcado pelo aumento do fluxo de pessoas, maior incidência de acidentes e elevação da demanda por atendimentos de urgência e emergência. Historicamente, os estoques dos hemocentros registram queda significativa nesse intervalo, o que compromete a capacidade de resposta do sistema de saúde. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tem reforçado a importância da doação voluntária, inclusive antes do início da folia, como forma de garantir níveis seguros de abastecimento e preservar vidas em situações críticas.

Em nota oficial, a pasta destacou que a doação é um ato seguro e solidário, desde que respeitados os critérios básicos de elegibilidade. Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, sendo necessária autorização para menores de idade, além de peso mínimo de 50 quilos e boas condições de saúde. A orientação é que os doadores estejam bem alimentados, tenham dormido adequadamente e apresentem documento oficial com foto. O objetivo é assegurar tanto a proteção do doador quanto a qualidade do sangue coletado, essencial para o atendimento hospitalar.

O ministério também ressaltou que o sangue é indispensável para múltiplas frentes da assistência em saúde. Ele é utilizado em casos de sangramentos agudos, comuns em atendimentos de urgência e emergência, em cirurgias de grande porte e no tratamento contínuo de doenças crônicas que frequentemente exigem transfusões. Além disso, o plasma sanguíneo é matéria-prima para a produção de medicamentos essenciais, ampliando o impacto da doação para além do atendimento imediato e contribuindo para terapias de médio e longo prazo.

Os dados nacionais evidenciam a necessidade de ampliar a cultura da doação regular. Em 2024, o Brasil registrou 3,31 milhões de coletas, enquanto em 2025, até outubro, foram contabilizadas 2,71 milhões, segundo números preliminares. A meta da Organização Mundial da Saúde é que ao menos 3% da população de cada país seja doadora, patamar ainda distante da realidade brasileira.

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