O papilomavírus humano (HPV) está entre as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo e pode provocar desde verrugas genitais até diferentes tipos de câncer, incluindo o de borda e canal anal. Para o coloproctologista Paulo Lago, a vacinação ainda é uma das principais formas de prevenção e deve ser realizada antes do início da vida sexual, período em que apresenta maior eficácia.
“A vacina é preventiva. Por isso, deve ser aplicada entre 11 e 12 anos. Em alguns casos específicos, pode ser usada entre 26 e 45 anos”, explica o especialista.
Entre os imunizantes recomendados destaca-se a Gardasil. Nonavalente, a vacina cobre 9 cepas, incluindo as duas mais oncogênicas, que estão relacionadas ao câncer de borda e canal anal.
Doença hemorroidária
Conforme explica o coloproctologista, um dos equívocos mais comuns relacionados às doenças anorretais é não saber a diferença entre hemorroidas e desenvolver a doença hemorroidária. Segundo ele, todas as pessoas possuem estruturas hemorroidárias, mas apenas parte da população apresenta alterações que causam sintomas e exigem tratamento.
“Diga-se de passagem que hemorroidas todos nós temos, e são importantes. O que algumas pessoas têm é a doença dessas hemorroidas. A doença hemorroidária é um conjunto de sintomas e sinais que envolve alterações vasculares, com aumento do número e dilatação dos vasos, destruição de tecidos de sustentação (músculos, tecido conjuntivo etc.) e um processo inflamatório quase constante, principalmente causado por esforço evacuatório”, esclarece Lago.
Um ponto que merece atenção, é o fato de que as medicações tópicas melhoram os sintomas de dor, edema e sangramento, mas não conseguem reverter a degradação dos tecidos, não criam novos tecidos de sustentação nem diminuem a dilatação vascular no local. Ou seja, não conseguem reverter as alterações anatômicas do canal anal e dos coxins hemorroidários. Entretanto, existe tratamento.
Terapias menos invasivas
Conforme destaca o médico, os procedimentos minimamente invasivos costumam ser indicados conforme a gravidade do quadro, permitindo intervenções mais simples quando o diagnóstico ocorre precocemente.
“Em consultório, o principal tratamento é a ligadura elástica. Ela é indicada para pacientes sintomáticos quando as hemorroidas ainda são pequenas, pois o procedimento pode ser realizado sem anestesia. Quando são maiores, já necessitam de analgesia local, podendo-se usar laser e radiofrequência”, afirma.
