O diranersen (BIIB080), medicamento experimental desenvolvido para o tratamento da doença de Alzheimer, deu um passo importante rumo à possível aprovação. A terapia apresentou resultados promissores em um estudo internacional e deve avançar para a fase 3 de testes clínicos, considerada a última etapa antes de um eventual pedido de autorização às agências reguladoras.
O diferencial do medicamento está na forma de atuação. Ao contrário das terapias mais recentes, que têm como alvo a proteína beta-amiloide, o diranersen reduz a produção da proteína tau, um dos principais marcadores da doença e fortemente associado à perda de memória e à progressão dos sintomas.
Os resultados foram apresentados durante a Alzheimer’s Association International Conference (AAIC) 2026, realizada em Londres. Os dados indicam que o tratamento conseguiu diminuir os níveis da proteína tau no cérebro e, ao mesmo tempo, apresentou sinais de benefício clínico nos pacientes avaliados durante o estudo.
Segundo a empresa Biogen, responsável pelo desenvolvimento da terapia, esta é a primeira vez que um medicamento direcionado à proteína tau demonstra, em um estudo de fase 2, redução da proteína no cérebro acompanhada por indícios de melhora clínica. Com os resultados, a expectativa é que o diranersen avance para a fase 3, etapa decisiva para confirmar sua eficácia e segurança antes de uma possível aprovação.
