Alerta saúde feminina: Infartos em mulheres são mais raros, mas mais letais.

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Apesar do infarto seja mais comum entre homens, os dados mostram que ele pode ser mais letal nas mulheres. De acordo com um estudo apresentado no Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or revelou que, em 2025, 1 em cada 9 mulheres que sofreram infarto com supra de ST não sobreviveu.

Já entre os homens, a proporção foi de 1 em cada 21. A mortalidade foi de 11,8% nas mulheres contra 4,7% nos homens. O levantamento, com dados de 2020 a 2025, também apontou que, na maioria dos anos analisados, elas representaram a maior parte das mortes, tanto nos casos com supra de ST quanto sem supra de ST.

O mito de que infarto é “doença de homem”

Para o cardiologista Dr. Roberto Yano, a principal barreira ainda é cultural que impede a melhor avaliação dos sintomas clínicos.

“O infarto ainda é visto por grande parte das pessoas como um problema mais voltado aos homens, e isso pode mascarar a atenção a sintomas também em mulheres”, alerta.

De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia, responsáveis pelos dados iniciais, esse estigma pode atrasar o diagnóstico.

“Muitas vezes, os sintomas relatados por mulheres não são imediatamente associados a um evento cardíaco, tanto por profissionais quanto pelas próprias pacientes, o que facilita a progressão a níveis de difícil tratamento”, alerta o Dr. Roberto Yano.

Sintomas podem ser diferentes
Nas mulheres, o infarto pode não se manifestar apenas como dor intensa no peito, é comum surgirem outros sinais. Confira alguns::

– Falta de ar;
– Náuseas e vômitos;
– Dor nas costas ou na mandíbula;
– Cansaço extremo;
– Suor frio.

“Esses sintomas, por serem menos clássicos, podem ser confundidos com ansiedade, estresse ou problemas gastrointestinais”, explica.

Como prevenir?
A prevenção é um pilar fundamental quando se trata de infartos e deve começar antes dos primeiros sintomas aparecerem. Entre as principais medidas estão:

– Controle da pressão arterial;
– Monitoramento do colesterol e da glicemia;
– Prática regular de atividade física;
– Alimentação equilibrada;
– Não fumar;
– Acompanhamento cardiológico periódico, especialmente após a menopausa.

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