O consumo de álcool e drogas na adolescência é apontado como um problema relevante de saúde pública pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O levantamento mostra que uma parcela expressiva dos estudantes do ensino fundamental e médio já experimentou bebidas alcoólicas antes dos 14 anos. A pesquisa também identifica contato precoce com substâncias ilícitas. Especialistas alertam que essa exposição ocorre em uma fase crítica do desenvolvimento cerebral.
De acordo com a PeNSE, adolescentes que consomem álcool ou drogas apresentam maior probabilidade de baixo rendimento escolar e dificuldades de concentração. O levantamento associa o uso dessas substâncias ao aumento da evasão escolar e a conflitos no ambiente familiar. A iniciação precoce também está relacionada a maior envolvimento em comportamentos de risco. Esses efeitos comprometem o desenvolvimento educacional e social dos jovens.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados por meio da Secretaria de Atenção Primária, indicam que o uso de álcool e drogas na adolescência está ligado ao aumento de transtornos mentais, como ansiedade e depressão. O órgão também relaciona o consumo precoce a maior risco de dependência química na vida adulta. Há ainda associação com comportamentos autolesivos e tentativas de suicídio. O impacto atinge não apenas o indivíduo, mas toda a rede familiar.
Para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação defendem estratégias de prevenção baseadas em educação, informação e fortalecimento dos vínculos familiares e escolares. Programas de prevenção ao uso de drogas nas escolas são apontados como fundamentais.



