Casos de dengue cai 70%, mas mosquito ainda preocupa municípios

Redação Olho na Saúde

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O número de casos prováveis de dengue caiu cerca de 70% no Brasil em 2026, mas a presença do mosquito transmissor continua sendo motivo de preocupação para as autoridades sanitárias. Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde identificou que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados ao governo federal apresentam índices de infestação pelo Aedes aegypti classificados como alerta ou risco. As informações fazem parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto.

Até 26 de setembro, o país contabilizou 470,5 mil casos prováveis de dengue, enquanto, no mesmo período de 2025, o total chegou a 1,5 milhão. A redução também alcançou outras arboviroses. Os casos de chikungunya recuaram 43%, de 118.885 para aproximadamente 67,9 mil, e os registros de zika diminuíram 35%, passando de 3.724 para 2.141. Mesmo com a melhora dos indicadores de saúde, os resultados do levantamento reforçam a necessidade de manter as ações de vigilância e prevenção.

Os dados mostram que os focos do mosquito estão frequentemente associados a objetos e estruturas que acumulam água. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes respondem por 42,3% dos criadouros identificados. Em seguida, aparecem caixas-d’água, tonéis e cisternas, com 26,1%, além de pneus e resíduos sólidos, que representam 23%. As características dos focos mudam conforme a região brasileira, o que permite às equipes de vigilância direcionar as medidas de combate de acordo com os problemas identificados em cada localidade.

Para reduzir o risco de novos surtos, o Ministério da Saúde destaca a importância de antecipar as ações de controle antes do verão. Entre as medidas estão o trabalho de agentes comunitários e de combate às endemias, o monitoramento por armadilhas e o uso de tecnologias como o método Wolbachia, que busca impedir a transmissão dos vírus pelo mosquito. A participação dos moradores também é fundamental: manter reservatórios fechados, limpar calhas e ralos, descartar corretamente resíduos e retirar a água acumulada em recipientes são medidas que ajudam a impedir a reprodução do Aedes aegypti.

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