Dermatite atópica pode comprometer sono e saúde mental; entenda

Redação Olho na Saúde

contato@olhonasaude.com.br

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica que afeta não apenas a pele, mas também o sono, a saúde mental e a autoestima dos pacientes. O principal sintoma é a coceira intensa, que pode provocar feridas e deixar a pele extremamente sensível. Em manifestações mais graves, até o contato com roupas, água ou roupas de cama pode causar dor e sofrimento.

Segundo a dermatologista Rosana Lazzarini, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em entrevista a Agência Brasil, a doença não tem uma causa única e está relacionada a fatores genéticos, ambientais e imunológicos. O diagnóstico é clínico e considera características como as lesões, a evolução da doença e a presença de coceira persistente. O tratamento inclui cuidados para preservar a barreira da pele, principalmente com o uso frequente de cremes e loções hidratantes. Também são recomendados banhos rápidos, com água não quente e pouco ou nenhum sabonete.

A especialista explica que a hidratação é um dos principais pilares do tratamento, já que a pele dos pacientes costuma ser muito seca. Em geral, a aplicação de cremes ou loções pode ser necessária de duas a três vezes ao dia. Nos casos mais graves, podem ser indicados corticosteroides, imunossupressores, fototerapia e medicamentos específicos que atuam em pontos do processo inflamatório.

Apesar das opções disponíveis para o controle da doença, os medicamentos mais modernos e de alto custo ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e, atualmente, são oferecidos apenas na rede privada. Para ampliar a informação sobre a condição e combater o preconceito, o Brasil instituiu 23 de setembro como o Dia Nacional de Conscientização da Dermatite Atópica, por meio da Lei 14.916/2024.

Compartilhe

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência dos usuários. Ao acessar nosso site você concorda com nossas políticas de privacidade.