O Programa Farmácia Popular passará por uma ampla modernização com uma nova regulamentação publicada nesta semana pelo Ministério da Saúde. As mudanças preveem avanços tecnológicos, ampliação do acesso aos serviços e novos mecanismos de monitoramento das unidades credenciadas em todo o país.
Entre as propostas em estudo está a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. Um grupo de trabalho será responsável por avaliar a viabilidade dessas ações, que dependerão de análises técnicas realizadas em conjunto com estados e municípios, conforme as necessidades de cada território.
A regulamentação também prevê estratégias para ampliar a cobertura em regiões mais vulneráveis. O ministério vai avaliar o credenciamento de farmácias em áreas periféricas de grandes centros, considerando critérios como densidade demográfica. Já em locais de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas, poderão ser implantadas estruturas alternativas, incluindo unidades volantes ou avançadas de atendimento.
Outra novidade é o fortalecimento da segurança e do controle do programa por meio da digitalização de processos e do uso de inteligência artificial. A tecnologia poderá permitir a identificação de pacientes por biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes. Atualmente, o Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens de saúde, está presente em mais de 4,9 mil municípios, conta com 28 mil farmácias credenciadas e beneficiou 27,3 milhões de pessoas em 2025.
