Avaliação oftalmológica: 5 sinais que é hora de procurar por um médico

Redação Olho na Saúde

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Pequenos problemas de visão, como dificuldade para enxergar de longe ou cansaço visual, podem ser sinais de doenças oculares sérias que, sem diagnóstico e tratamento, geram consequências graves. Nesse cenário, a realização de exames é fundamental para a detecção precoce e até mesmo evitar a cegueira, já que, segundo a OMS, 80% dos casos de perda de visão poderiam ser prevenidos.

“Ignorar problemas de visão e não procurar por um médico pode contribuir para a progressão do grau de uma pessoa e o agravamento da doença. Além disso, sintomas visuais persistentes podem afetar o desempenho escolar de crianças, a vida profissional de adultos e a segurança em atividades do dia a dia”, detalha Pedro Rosa, profissional da área de oftalmologia no AmorSaúde.

A visão dá sinais de alerta 

Segundo Pedro, alguns sintomas podem indicar que chegou o momento de trocar os óculos ou, no caso de pessoas que ainda não utilizam o item, procurar um oftalmologista para obter uma prescrição e evitar a piora da visão. Entre esses sinais, ele cita:

  • Visão embaçada: “a dificuldade para enxergar à distância pode ser um sinal de miopia. Já a necessidade de aproximar objetos para ler, por exemplo, pode indicar hipermetropia. Esses problemas podem se manifestar em qualquer idade, e a demora para procurar um médico tende a agravar o quadro”, explica Pedro.

 

  • Cansaço visual: “embora o cansaço possa causar episódios momentâneos de visão embaçada, esse sintoma é motivo suficiente para uma avaliação oftalmológica. É importante investigar a causa para que o paciente saiba exatamente o que está acontecendo e receba orientações”, alerta.

 

  • Dor de cabeça frequente: “as dores na região da testa, especialmente quando pioram ao final do dia, após longos períodos lendo livros ou usando telas, podem indicar que a pessoa está fazendo muito esforço para enxergar. Esse sinal também exige avaliação oftalmológica o quanto antes”, detalha o médico.

 

  • Sensibilidade à luz: “o desconforto em ambientes iluminados pode indicar diversos problemas, desde falta de lubrificação nos olhos até inflamações ou grau desatualizado nos óculos. Sendo assim, este é um indicador de que uma consulta é necessária”, resume o profissional.

 

  • Manchas, clarões ou pontos escuros na visão: “manchas e pontos escuros na visão, conhecidos como moscas volantes, principalmente quando acompanhados de clarões, podem indicar problemas graves, como descolamento de retina, que pode levar à perda de visão. Nesses casos, a avaliação médica deve ocorrer o mais rápido possível”, explica.

 

O médico ainda destaca que procurar por um profissional ao detectar esses sintomas, além de evitar o agravamento de problemas de visão, traz outros pontos positivos. “O maior benefício de tratar a visão não é apenas enxergar melhor, mas melhorar a qualidade de vida. Isso significa ler um livro com conforto, dirigir com segurança, identificar preços e informações em embalagens e realizar as atividades cotidianas com independência”, defende o profissional.

 

Prevenção e cuidado ocular

“Entre os hábitos mais comuns que podem prejudicar a saúde ocular, estão o uso excessivo de telas, a exposição prolongada ao ar-condicionado, o uso inadequado de lentes de contato, a utilização de cola para cílios sem os devidos cuidados e a exposição frequente à luz solar sem proteção”, explica Pedro.

O médico ressalta que essas práticas devem ser evitadas para prevenir o surgimento de doenças. Além disso, ele afirma que as consultas regulares são fundamentais para proteger a saúde ocular.

“Para os pacientes que usam óculos, recomendo a realização de um novo exame de refração uma vez ao ano, ou antes, caso surjam sintomas como visão embaçada para perto ou para longe e dificuldades em atividades cotidianas”, resume. Já para aqueles que ainda não usam óculos, o intervalo entre as consultas é diferente:

 

  • Crianças em idade pré-escolar: devem fazer exames de vista pelo menos uma vez entre os 2 e os 5 anos de idade, mesmo na ausência de sintomas. “Nessa fase, podem surgir doenças oculares que passam despercebidas, sobretudo quando só um olho é afetado. Quando não diagnosticadas e tratadas, algumas dessas condições podem causar sequelas permanentes”, alerta o médico.

 

  • Crianças, adolescentes e adultos: em outras idades, o acompanhamento deve ser feito a cada 2 anos, ou imediatamente caso o paciente detecte um dos sinais listados acima.

 

  • Adultos maiores de 45 anos: nesse caso, recomenda-se acompanhamento oftalmológico anual, mesmo para pessoas sem queixas. “Doenças relacionadas ao envelhecimento, como catarata, glaucoma e doenças da retina, aumentam a partir dessa idade. O acompanhamento médico é a melhor forma de identificar essas condições e iniciar o tratamento antes que comprometam a visão”, explica o médico.

 

Por fim, o profissional ainda detalha a importância de se buscar um médico e não usar óculos sem a receita adequada. “Durante a consulta, o médico poderá investigar as queixas do paciente, avaliar a visão e examinar os olhos, permitindo o diagnóstico precoce e a recomendação do óculos necessário para cada caso”, ele finaliza.

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