CAR-T Cell: terapia que usa células do próprio paciente se destaca como alternativa inovadora no tratamento do câncer

Redação Olho na Saúde

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A terapia CAR-T Cell tem se consolidado como uma das principais inovações da medicina no tratamento de alguns tipos de câncer do sangue, com potencial de gerar remissões duradouras ou até mesmo curar a doença.
O procedimento utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar as células tumorais, oferecendo uma alternativa para casos em que os tratamentos convencionais não apresentaram os resultados esperados.

“Por exemplo, hoje no Brasil, a gente pode usar o CAR-T Cell para doenças como leucemia linfocítica aguda (LLA), linfoma de grandes células B, mieloma ou linfoma de células do manto”, explica o médico hematologista Pedro Amoedo.

A proposta do tratamento parte do princípio de que o câncer surge quando o sistema imunológico deixa de reconhecer e eliminar células anormais. Nesse contexto, conforme explica o especialista, é feita a coleta das células T do paciente. Em seguida, elas são enviadas para o laboratório, onde recebem um código genético que permite reconhecer o tumor.

“Essa terapia é inovadora por isso, porque ela passa a usar a própria célula para combater a doença. Isso é um caminho que todos esperam que seja um caminho do futuro”, afirma.
CAR-T Cell, quimioterapia e radio imunoterapia

O método também se diferencia por tornar o tratamento mais direcionado às células cancerígenas. Ao contrário das terapias convencionais, que podem atingir tecidos saudáveis e provocar efeitos colaterais mais amplos, a CAR-T Cell utiliza células de defesa do próprio paciente para reconhecer alvos específicos do tumor.

Essa característica permite uma ação mais precisa contra a doença e reduz os danos a outras células do organismo, além de potencializar a resposta do sistema imunológico no combate ao câncer.
“A quimio e a rádio acabam agredindo todas as células que estão se replicando. Além das células tumorais, elas agridem todas as células que estão se replicando no organismo. Os efeitos colaterais são maiores. O CAR-T Cell vai agredir, basicamente, a célula que tem aquele receptor”, ressalta Amoedo.

A experiência internacional com a terapia CAR-T também tem demonstrado resultados considerados promissores no tratamento de diferentes tipos de câncer hematológico.
“A gente tem visto taxas de mais de 70%, 80% de remissão em um ou dois anos, chegando a quase 97% de remissão em um ano em doenças como o mieloma múltiplo. Em doenças como a LLA, são mais de 70% em cenários já de segunda linha”, aponta o hematologista.

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