O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida, divulgada nesta segunda-feira (8), tem caráter preventivo e foi adotada após a identificação de 42 casos de reações adversas mais graves registrados pelo sistema de vigilância pós-vacinação.
De acordo com a pasta, entre os 42 casos investigados, três pessoas precisaram ser internadas e duas morreram. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão tem o objetivo de permitir que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem as investigações para identificar possíveis fatores de risco associados aos episódios registrados.
A suspensão vale exclusivamente para a vacina produzida pelo Instituto Butantan e não afeta a aplicação da vacina Qdenga, fabricada pela Takeda, que continua sendo utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS). Até 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan haviam sido aplicadas no país.
O Ministério da Saúde ressaltou que a interrupção da estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. Segundo a pasta, as pessoas já vacinadas continuam protegidas contra a dengue e podem manter a confiança nos benefícios oferecidos pela vacina. A recomendação do sistema de farmacovigilância busca garantir mais tempo para a realização de estudos complementares e para a análise detalhada dos casos registrados.
