Caso Henri Borel: Decisão da juíza causa comoção pública

Redação Olho na Saúde

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O caso de Henri Borel voltou a ser centro de uma forte polarização após a sentença da juíza Karla Cristina de Souza. A magistrada foi amplamente criticada nas redes sociais por não aplicar sanções à mãe do menino, mesmo diante de indícios de negligência. A decisão gerou uma onda de indignação, com especialistas e entidades de defesa dos direitos das crianças apontando que o Judiciário falhou em sua função de proteger as vítimas. A sentença, ao invés de trazer alívio à sociedade, reforçou o sentimento de impunidade e a necessidade de um olhar mais sensível e rigoroso nas próximas decisões.

A defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, informou que irá protocolar nesta segunda-feira (8) recurso de apelação contra a sentença que o condenou a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel.

Relembre o julgamento

O julgamento dos réus pela morte de Henry Borel começou em 25 de maio, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, e se tornou o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ao longo de 11 dias de sessões, foram ouvidas dezenas de testemunhas, incluindo peritos, médicos legistas, policiais, familiares e pessoas que conviveram com a criança.

Durante os interrogatórios, Monique Medeiros afirmou pela primeira vez acreditar que o então companheiro, Dr. Jairinho, foi o responsável pelas agressões que resultaram na morte do filho. Já o ex-vereador negou as acusações e sustentou não ter praticado qualquer violência contra Henry.

Nos debates finais, o Ministério Público defendeu a condenação dos dois réus por homicídio qualificado e tortura. A defesa de Monique sustentou que ela teria sido vítima de violência psicológica e de um relacionamento abusivo, enquanto os advogados de Jairinho pediram a absolvição do ex-vereador.

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