O psicoterapeuta Jordan Campos se pronunciou pela primeira vez nesta quarta-feira (27), um dia após se tornar alvo da Operação Catarse, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia em Salvador. A investigação apura suspeitas de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato contra mulheres que eram pacientes ou alunas de cursos ministrados por ele. Em nota divulgada nas redes sociais, Jordan afirmou ser “totalmente inocente” e negou treprodução/Instagramodas as acusações.
O Ministério Público cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores. A Justiça também determinou o bloqueio de bens superiores a R$ 960 mil, além da quebra de sigilos informáticos e telemáticos. Segundo os investigadores, o psicoterapeuta teria usado sua posição de autoridade profissional para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional e obter vantagens sexuais e financeiras.
Na manifestação pública, Jordan Campos declarou que nunca praticou assédio, abuso ou qualquer forma de exploração. Ele afirmou ainda que parte das acusações já havia sido investigada anteriormente pelo Ministério Público do Trabalho e acabou arquivada por falta de provas. O terapeuta também alegou que a atual investigação envolve disputas patrimoniais relacionadas a contratos e sociedades empresariais.
Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, Jordan Campos construiu carreira como terapeuta, palestrante e influenciador na área de desenvolvimento humano. Após a operação, a Justiça proibiu o investigado de exercer atividades ligadas à psicoterapia, mentorias, cursos, palestras e eventos semelhantes enquanto o caso segue sob investigação e tramita em sigilo.
