Será apresentado nesta segunda-feira (4), estudo que aponta uma relação direta entre estresse e hábitos alimentares noturnos com o aumento de problemas intestinais. A pesquisa, que analisou dados de mais de 11 mil pessoas, sugere que quem vive sob pressão constante e concentra grande parte das refeições à noite tem maior probabilidade de relatar sintomas como diarreia e constipação.
Os resultados serão divulgados durante a Semana de Doenças Digestivas, evento internacional dedicado à saúde gastrointestinal. De acordo com informações antecipadas ao portal Metrópoles, não é apenas a qualidade da alimentação que influencia o organismo, mas também o horário das refeições. Quando comer tarde se torna rotina, especialmente em um contexto de estresse prolongado, o impacto sobre o intestino pode ser potencializado.
A análise também identificou que indivíduos que consomem mais de 25% das calorias diárias após as 21h apresentam risco cerca de 1,7 vez maior de desenvolver distúrbios digestivos, em comparação com aqueles que mantêm hábitos alimentares mais regulares. Além disso, níveis elevados de estresse, medidos por indicadores como pressão arterial e colesterol, foram associados a maior incidência de sintomas intestinais.
Outro ponto observado pelos cientistas é o impacto na microbiota intestinal. Pessoas submetidas a altos níveis de estresse e alimentação noturna apresentaram menor diversidade de bactérias no intestino, fator ligado a um desequilíbrio no organismo. Embora o estudo não comprove causa direta, os dados reforçam a importância de equilibrar rotina alimentar e saúde emocional para preservar o bom funcionamento digestivo.
