Falta de planejamento diante da morte pode gerar custo alto às famílias

Redação Olho na Saúde

contato@olhonasaude.com.br

A falta de planejamento para despesas relacionadas à morte ainda gera impacto financeiro imediato para muitas famílias brasileiras. Levantamentos do setor indicam que um sepultamento pode ultrapassar R$8 mil, enquanto a cremação parte de cerca de R$4 mil, valores que, sem organização prévia, acabam recaindo de forma abrupta sobre os familiares.

Especialistas defendem que despesas relacionadas ao fim da vida devem integrar o orçamento doméstico. “Quando não há previsão, a família precisa decidir tudo sob pressão, o que pode comprometer tanto o lado emocional quanto o financeiro”, avalia o gestor de projetos do Campo Santo Familiar, Eduardo Fernandes.

Impacto imediato – Além dos custos diretos, há despesas com documentação, traslado e taxas administrativas, muitas vezes desconhecidas até o momento da perda. A falta de organização ainda é um dos principais desafios. “O que a gente observa é que muitas famílias só percebem a dimensão desses custos quando já estão vivendo o luto. O planejamento evita decisões precipitadas e traz mais tranquilidade”, explica Fernandes.

Apesar do tabu, o setor começa a perceber uma mudança gradual na forma como o brasileiro encara o tema. De acordo com a coordenadora de marketing do Campo Santo Familiar, Samara Bastos, “existe um movimento em curso de maior consciência, principalmente entre famílias que já passaram por experiências difíceis e entendem o valor de se organizar antes”.

Falta de organização aumenta estresse – A perda de um familiar já é um momento de grande impacto emocional. Quando acompanhada da necessidade de resolver questões práticas e financeiras urgentes, a situação pode se tornar ainda mais desgastante.

Segundo especialistas, a ausência de planejamento prévio contribui para conflitos e decisões tomadas sob pressão. “A família precisa lidar com escolhas importantes em um momento de fragilidade, o que pode gerar desgaste e arrependimentos”, explica Samara.

Primeiras horas – Nas horas seguintes à perda, decisões sobre procedimentos, documentação e organização da despedida precisam ser tomadas rapidamente. De acordo com Eduardo Fernandes, esse é um dos momentos mais críticos. “Sem orientação, é comum que as pessoas se sintam perdidas. São muitas decisões em pouco tempo, e isso pesa ainda mais emocionalmente”, detalha o gestor.

A preparação prévia tem sido apontada como uma forma de reduzir esse impacto. “Quando existe algum tipo de planejamento, a família consegue focar no processo de despedida, e não na burocracia”, destaca.

Orientação evita erros e atrasos – Diante da perda de um familiar, além do impacto emocional, as famílias precisam lidar com uma série de procedimentos burocráticos que exigem rapidez. Entre as primeiras providências está a obtenção da Declaração de Óbito, documento essencial para dar início aos trâmites legais. Em seguida, é necessário organizar questões relacionadas ao sepultamento ou cremação, além de comunicar órgãos e familiares.

Para as primeiras horas após a morte, especialistas recomendam: solicitar a Declaração de Óbito; separar documentos pessoais; definir o tipo de despedida e acionar serviços de apoio; além de comunicar familiares próximos e amigos.

A ausência de orientação pode levar a atrasos e dificuldades no processo. Para Eduardo Fernandes, o acesso à informação é determinante. “Quando a família entende o que precisa ser feito, tudo flui de forma mais organizada e menos dolorosa”.

Já Samara Bastos reforça o papel do suporte. “Ter alguém para orientar nesse momento faz toda a diferença, porque permite que a família se concentre no que realmente importa”.

 

Assessoria de Imprensa: (71) 9 9926-6898

Compartilhe

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência dos usuários. Ao acessar nosso site você concorda com nossas políticas de privacidade.