Autismo: pesquisa aponta baixo acesso a diagnóstico e terapias

Símbolo do autismo: coração colorido

Redação Olho na Saúde

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Uma pesquisa nacional revelou números que evidenciam as dificuldades enfrentadas por pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil.

O levantamento Mapa Autismo Brasil analisou 23.632 respostas coletadas em todo o país e mostrou que apenas 20,4% dos entrevistados receberam diagnóstico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a maioria depende da rede privada ou de planos de saúde.

Os dados também escancaram a limitação no acesso a terapias. Apenas 15,5% dos participantes realizam tratamento pela rede pública, enquanto mais de 60% recorrem a planos de saúde ou atendimento particular, indicando forte desigualdade no acesso aos serviços essenciais.

Outro ponto crítico apontado pela pesquisa é a carga horária insuficiente de atendimento. Segundo o levantamento, 56,5% das pessoas autistas fazem no máximo duas horas semanais de terapia, número considerado abaixo do recomendado por especialistas, que defendem intervenções mais intensivas e multidisciplinares.

O estudo ainda reforça o cenário de vulnerabilidade ao destacar que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas com TEA, o equivalente a mais de 1% da população.

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