As mortes por câncer colorretal no Brasil devem crescer de forma expressiva até 2030, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e repercutido pela Agência Brasil. A projeção indica que o número de óbitos pode quase triplicar em comparação com o início dos anos 2000, evidenciando o avanço da doença e o desafio crescente para o sistema de saúde.
O aumento acompanha a expansão dos casos no país. De acordo com o INCA, o câncer colorretal já está entre os mais frequentes e também entre os que mais matam no Brasil. Entre os fatores associados a esse cenário estão o envelhecimento da população e mudanças no estilo de vida, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo e aumento da obesidade.
Outro dado que preocupa é o diagnóstico tardio. Informações do próprio INCA apontam que a maioria dos casos é identificada em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de cura. A doença costuma evoluir de forma silenciosa no início, e a dificuldade de acesso a exames de rastreamento contribui para o agravamento do quadro.
Diante desse cenário, o INCA defende a ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce. A instituição reforça a importância de exames como a colonoscopia, além da adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, como medidas essenciais para reduzir a mortalidade nos próximos anos.



